“Charlie’s Angels” – As Panteras 30

“Charlie’s Angels” ou as “As Panteras” surgiu como um seriado televiso norte americano na década de 70 e fez muito sucesso com sua temática , combinando espionagem e belas protagonistas. No início dos anos 2000, a série foi remodelada para uma abordagem cinematográfica e trouxe 3 atrizes que ficaram marcadas na história da franquia: Cameron Dias, Drew Barrymore e Lucy liu combinavam seus talentos diversos para salvar o mundo de uma ameaça iminente. Mas a pergunta a se fazer aqui é: Porque trazer de volta uma franquia que a muito tempo estava adormecida ?A resposta é simples: Porque nunca antes na história do cinema e no cenário contemporâneo, o empoderamento feminino e o Girl power estiveram tão em evidência. Se assim como eu, você gosta de cinema, pode observar que a linha de protagonistas femininas poderosas e autossuficientes tem sido bastante utilizada, gerando muito debate e visibilidade sobre o assunto. Mas será que as 3 novas Panteras, vividas dessa vez por Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska conseguem manter vivo o legado deixado por Diaz, Barrymore e Liu e ressuscitar a franquia ?

A primeira coisa a dizer sobre elas, é que sua química em grupo é excelente. Elas parecem velhas colegas de profissão, como se já tivessem atuado em inúmeras produções anteriormente. São descontraídas, divertidas e charmosas. Individualmente elas também me surpreenderam. Kristen Stewart começa a se desvincular da estigma de ser “sem expressão” e “pouco versátil” deixada por Bella na Saga “Crepúsculo”. Ela é sensual, engraçada e decidida. Naomi Scott continua como uma atriz em ascensão, mostrando que é capaz de se adaptar a qualquer tipo de pelicula (ainda que o roteiro desta não ajude muito nisso). Ela consegue cativar e roubar a cena em muitas situações cômicas. Ella Balinska, mesmo sendo uma estreante, não deixa nada a dever pras outras duas, e começa com grande versatilidade dentro do papel.

O problema em “As Panteras” é decididamente o roteiro. Este não avança, e nem sabe ao menos aproveitar o talento das atrizes que possui. Não existe nenhuma grande cena de ação, ou algum plot que garanta ao filme credibilidade futura (ainda que isso talvez seja mais decidido pelos resultados financeiros). Muitas das piadas não possuem graça e o Vilão é terrívelmente clichê. Mas a pior parte talvez seja sua intenção. É inegável que as mulheres são poderosas e autossuficientes para fazer o que desejarem fazer, mas porque não permitir que a abordagem feminina (e feminista) flua de maneira natural ? Muitas dos diálogos são expositivos e as falas parecem ter saído da década retrasada, principalmente da boca do vilão. Este, inclusive, tem a necessidade de ser TÃO MACHISTA, mas TÃO MACHISTA, somente para que as protagonistas se mostrem incrivelmente Empoderadas para derrotá-lo. É muito triste observar que um filme que possui um assunto extremamente atual e que gere discussões interessantes, seja tratado de maneira tão banal e caricata. Tudo parece estar no automático, e não existe nada que impressione a ponto de fazer passar bastante tempo comentando ou ainda se conectar com sua audiência.

 

“As Panteras” possuem graça e charme em suas protagonistas (e pra mim esse é seu ponto mais forte) mas falha em construir de maneira eficaz uma abordagem natural para o tema central do seu roteiro. Não é um filme ruim, mas não tem nada de memorável nele, e pode se juntar perfeitamente aos reboots desnecessários lançados esse ano, como MIB: International e Hellboy.

🌟 6.0 / 10.0

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Apaixonado por cinema, amante da sétima arte, fã incondicional de Cavaleiros do Zodíaco e compromissado em fazer a melhor crítica nacional.

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Leona Cavalli 752

Fotos: Carol Goetz
Make: Alex Palmeiras
Stylist: Humberto Correa

No dia 6 de Novembro de 1969 nascia em Rosário do Sul uma estrela chamada Alleyona Canedo da Silva, ou melhor dizendo, Leona Cavalli. A premiada atriz começou sua carreira ainda bem nova, sua primeira peça aconteceu em sua escola quando ela tinha apenas 6 anos.

Leona Cavalli

Não foi muito difícil enfrentar os palcos, pois sendo filha de político, a atriz aprendeu a conviver desde cedo com muita gente, subindo em palanques e frequentando comícios. Mostrando amor às artes cênicas ainda criança, aos dez anos a ela já dizia para todos que queria ser atriz.

Mas foi apenas com 14 anos que decidiu de vez investir no seu sonho e assim iniciou um curso de teatro, ao final do curso ela participou de “Valsa nº 6”, de Nelson Rodrigues e essa foi sua estreia no teatro adulto, com 16 anos.

Então cursou Artes Cênicas  da UFRS e Direito na PUC, mas acabou largando o curso de direito e foi para São Paulo, onde passou a se dedicar somente à interpretação, trabalhando ainda como diretora e produtora.

Leona Cavalli

Sua carreira apenas deslanchou depois disso, afinal em menos de 25 anos de carreira.  Leona já tem um currículo muito extenso, possuindo participação em mais de 50 obras diferentes entre teatro, cinema e televisão.

Todo seu talento e dedicação nas artes cênicas levou a atriz a ganhar diversos prêmios inclusive em  festivais internacionais, como o Festival Internacional de Trieste, onde ganhou na categoria de Melhor Atriz pela personagem Dalva em “Um Céu de Estrelas” e o Festival Internacional de Barcelona, onde ganhou novamente na categoria de Melhor Atriz pela personagem Lígia no longa “Amarelo Manga”.

Leona Cavalli

Seus últimos trabalhos incluem a vilã Ariela Feld Gudman na novela Apocalipse  da Rede Record e a peça “O Gatão da Meia Idade” onde  demonstra sua versatilidade interpretando 8 personagens diferentes.

Leona Cavalli

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Françoise Forton 849

Fotos: Carol Goetz
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Stylist: Humberto Correa

Françoise Forton Viotti nasceu no Rio de Janeiro no dia 8 de julho de 1957, filha de um frânces com uma brasileira, a atriz morou em Brasília dos 5 aos 17 anos e foi lá que aos 8 anos ela descobriu seu grande amor pelas artes cênicas.

Françoise Forton

Foi no Grupo Teatro Equipe de Brasília (TEB) que Françoise começou a dar seus primeiros passos, protagonizando clássicos infantis até os seus 16 anos. Sua estreia profissional ocorreu aos 11 anos, um breve papel na peça “Édipo Rei”, onde ela fez uma das filhas do Paulo Autran, ainda aos 11 anos a atriz estreou no espetáculo “Os pais abstratos”, na Martins Pena, com Glauce Rocha, Darlene Glória e Jorge Dória.

Porém Françoise não parou no teatro, aos 12 anos teve sua estreia na televisão em “A Última Valsa” e no curta “Françoise Dreams”, produção da BBC de Londres. Aos 13 estreou no cinema ao interpretar Renata na obra “Marcelo Zona Sul”.

Françoise Forton

Isso abriu grandes portas para a atriz que desde então só tem tido sucessos em sua carreira, juntando seu trabalho no teatro, cinema e televisão a atriz já tem acumulado mais de 50 participações nas obras mais variadas, incluindo sua personagem Dora no filme “Araguaya – A Conspiração do Silêncio” que recebeu o Prêmio Especial de Gramado de 2004.

Em 2011 Françoise ganhou o prêmio de Melhor Atriz pelo Festival Internacional de Teatro de Angra – FITA, através de seu trabalho na peça “Chopin Sand?”

Françoise Forton

Esse prêmio foi mais do que merecido, pois a atriz tem se dedicado totalmente à sua carreira, Françoise é formada em ballet clássico, estudou música e cursou na Royal Academy of Dance de Londres o Teacher Trainer, especializando-se em aulas de ballet a alunos especais. Estudou canto lírico e canto popular. E em 2003, formou-se em Direção de Cinema e TV, mostrando sua versatilidade ao roteirizar e dirigir os curtas “Estação das Flores” e “Crepúsculo de Odin”.

Seus trabalhos mais recentes incluem o longa-metragem “Coração de Cowboy” onde Françoise interpretou Iolanda, uma empresária musical, a novela “Tempo de Amar” cujo seu papel foi a personagem Emília Macedo, uma mulher forte, solteira e à frente do seu tempo e o musical “Estúpido Cupido”, nesse espetáculo que teve sua estreia em 2015 em comemoração aos 50 anos de carreira de Françoise Forton, vemos a história de um grupo de amigos de infância que se reúne para fazer uma festa dos anos 1960. O espetáculo que teve sua reestreia no Rio de Janeiro em Abril desse ano conta conta com o texto de Flavio Marinho, direção de Gilberto Gawronski e produção de “Barata Produções”.

Françoise Forton

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