Gênero Super-Herói 130

“Fox, Marvel e Sony investindo pesado nos filmes”

Os filmes que são protagonizados por super-heróis por anos foram classificados apenas como filmes de super-heróis, como se super-herói fosse um gênero cinematográfico, talvez porque todos os filmes protagonizados por heróis tinham enredos que seguiam a mesma fórmula. Esses filmes eram produzidos pensando em um público bem específico, crianças e nerds, mas não a visão de nerd que temos hoje em dia; mas sim aquele nerd esteriotipado, como o Jeff Albertson, ou como é mais conhecido, o Cara dos Quadrinhos de Simpsons, que tem uma loja chamada “Calabouço do Androide”. 

Talvez fosse pelo público, ou talvez pela crítica de cinéfilos que nem sempre era favorável a esse tipo de filme, o “gênero” super-herói não era algo bem visto.  Era raro você ouvir alguém falar que estava ansioso pela estreia do novo filme do Batman, ou comentando aquela batalha épica do super-homem. Na verdade, filmes de super-herói, na maioria das vezes eram apenas aquele filme que você iria ver na Sessão da Tarde se não tivesse nada melhor para ver.

 Revista X - Super-Herois

O interesse pelo gênero começou quando a Marvel vendeu parte de seus direitos para alguns estúdios tentando fugir da falência. Acabou que depois a Marvel se tornou uma produtora (Marvel Studios) e começou a “brigar” contra a Fox, que tem os direitos dos X-Men e Quarteto Fantástico, e Sony, que tem os direitos do Homem Aranha. Com essa briga tanto a Fox, quanto a Marvel e Sony investiram pesado nos filmes querendo cada vez mais conquistar seus fãs. O sucesso inicial foi tanto que a Warner, vendo isso, quis investir nesse mundo de super-heróis, trazendo para a briga os heróis da maior rival da Marvel (a DC). Esse grande investimento que passou a ocorrer fez o jogo virar de vez, muitos dos aclamados críticos que torciam o nariz para esse tipo de filme passaram a aguardar ansiosos a sua estreia. 

Com o sucesso dos filmes, não demorou muito para que as produtoras retornassem a fazer séries focadas em super-heróis. Esse universo se expandiu tanto que foi necessário mudar a antiga fórmula de enredos batidos e devido a grande audiência  de filmes desse gênero, foi necessário reinventar. Como fazer, então, filmes do Homem-Aranha, Batman e Super-Homem que não fossem uma refilmagem dos filmes antigos? Era necessário que os filmes de super-heróis não fossem mais apenas filmes de Super-Heróis. 

Revista X - Super-Heróis

Com toda essa visibilidade, foi então que os filmes mudaram. Pense nos filmes Logan, Deadpool, Capitão América – Soldado Invernal, Thor e Guardiões da Galáxia. Pensou? Todos são filmes do “gênero” super-herói, mas esse é o único ponto em comum entre esses filmes, enquanto Logan é um filme com um apelo mais dramático (e não estou falando isso por ser a despedida de Hugh Jackman do papel de Wolverine); Deadpool é uma boa comédia; Capitão América seria classificado como um Thriller de Ação; Thor, Fantasia e Guardiões da Galáxia é uma Ópera Espacial.

Temos até mesmo gêneros cinematográficos diferentes em filmes do mesmo herói, por exemplo no caso de Homem-Aranha. O Homem-Aranha do Tobey Maguire é uma aventura, enquanto o primeiro Homem-Aranha do Andrew Garfield carrega um lado mais dramático.

Na real, “super-herói” não  deveria ser considerado um gênero, ele é um tipo de personagem que é usado para contar uma historia e cada vez mais podemos ver gêneros como comédia, ação, thriller, aventura em filmes e séries que contém um herói como protagonista. Por exemplo, a série DemolidorRevista X - Super-Herois é policial, algo mais frio, mais sério, mais violento… Algo como um Noir contemporâneo. Arrow seria uma série dramática tem mais tensão e é sombrio.  Em contrapartida, Flash e Supergirl misturam humor com aventura, suas cenas são bem mais iluminadas e cheias de piadinhas.

Até o universo de X-Men está mudando sua roupagem com os filmes “X-Men – Fênix Negra”, que tudo indica será um filme com mais drama e muito parecido com 007 Cassino Royale, e “Novos Mutantes” que estava para ser lançado esse ano, mas foi adiado para Fevereiro de 2019, pois segundo a produção do filme, o mesmo não estava assustador o suficiente. Sim, isso mesmo que você leu, se prepare que “Novos Mutantes” promete muito terror, eu já estou me preparando para não conseguir dormir depois do filme.

Não seria exagero nenhum dizer que essas mudanças estão vindo apenas para o bem, pois é nessa abrangência de gêneros que teremos muitos novos filmes bons vindos por aí e com toda a tecnologia para efeitos especiais que temos hoje em dia, tenho certeza de que  os nossos heróis dos quadrinhos vão conquistar cada vez mais espaço e fãs com sua nova versatilidade.

Curta e compartilhe a Revista X!
0
Previous ArticleNext Article

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Babi Xavier vive mulher de Martinho no teatro: “Forte!” 247

Por Luciana Marques

* Matéria publicada no Portal Arte Blitz

Desde que tornou-se mãe de Cinthia, de 6 anos, a vida de Babi Xavier não transformou-se só pessoalmente, sua carreira também deu uma virada. “Eu comecei a fazer teatro! Antes, tinha receio, me achava não merecedora, talvez, dos Deuses do teatro. Não imaginava que poderia ter uma rotina”, lembra.

Mas os palcos e os Deuses a receberam de braços abertos. Tanto que ela está em cartaz até 15 de julho com o seu quarto espetáculo: a peça musicada Martinho da Vila 8.0 – Uma Filosofia de Vida, no Teatro Clara Nunes, no Rio.

Na montagem de Ana Ferguson, Luiz Marcelo Legey e Solange Bighetti , com direção de Wilian Vita, vive Cléo Ferreira, esposa do cantor e compositor. “Cléo se tornou uma pessoa muito especial para mim, e é na vida e na história de Martinho. Descobri uma trajetória de vida incrível desse homem, que usa até hoje a arte para o social”, ressalta.

A atriz e apresentadora, que está cursando psicologia e tem no YouTube os canais @iambabixavier, sobre trabalhos, e @talkpsicoleguinhas, com a mestra em psicologia Paula Lessa, também fala na entrevista do sonho de fazer um musical. E do reencontro com Silvio Santos, após 16 anos. Para quem não lembra, ela apresentou o Programa Livre, no SBT, de 2000 a 2001.


Babi e o parceiro de cena Nill Marcondes, que vive Martinho. Foto: Cristina Granato/Divulgação

O que você descobriu e mais te encantou desta mulher, a Cléo, por trás do Martinho?

Que é possível ser um casal, uma dupla, um par. Quantas definições para o amor… Esse amor que fortalece a gente quando a gente se mostra e se permite mostrar mais vulnerável, que é o que as pessoas estão com medo hoje, em tempos líquidos, de coisas descartáveis e impermanentes a gente consegue conviver. O elenco teve uma vivência com eles, e a gente viu que é tudo verdade. E que se você quiser, você faz o seu relacionamento existir, com imperfeições, perfeições, são momentos. Mas é possível, e eles vão fazer bodas aqui no palco, na quinta, dia 31.

Pelo o que você percebeu, Cléo, então, é uma mulher muito forte?

Ela é que troca o pneu. E aí eu me identifico muito com ela. Desde a adolescência, me coloco dentro da minha própria casa, com as questões, isso é de menina, isso é de menino… E a primeira sociedade que a gente convive é a nossa família. E é ali que a gente vai, ou sucumbir, e aguentar todos os desconfortos, ou se colocar. O ideal é que a gente possa se colocar da melhor forma possível para que todos convivam, não é imposição. Eu era chamada pelo meu irmão, Marcelo, de feminista. Eu falava, não, sou igualitária. E em 2017 comecei a fazer Faculdade de Psicologia na FAMATH, em Niterói, e aí descobri que não sou só igualitária. Eu vou pela equidade, entendendo que as pessoas são diferentes. Homem é diferente de homem, mulher é diferente de mulher, que vai ser diferente de todos os outros comportamentos, naturezas e origens sexuais que a gente está podendo debater hoje. Mas sempre fui a favor, sim, que a mulher troque o pneu, se precisar, mas se tiver alguém mais forte para ajudar, por favor. Porque trocar pneu é questão de força. Mas uma coisa que requeira mais delicadeza, sutileza, às vezes, vai ser uma mulher… Diz a neurociência que a mulher alterna a tensão de forma mais ágil do que o homem, por isso a gente dá conta de mais coisas ao mesmo tempo. Então, ser mulher é isso, girar esses pratinhos todos.


A atriz e a filha, Cinthia. Foto: Reprodução Instagram

É o seu quarto espetáculo no teatro, e agora você atua em uma peça musicada. Como está sendo?

Eu tenho um sonho de fazer musical, porque já cantei com banda, fazia show de rock, pop rock. Lancei um disco muito bem produzido em 2001/2002, pela Universal Music, mas na época não trabalhei porque tinha contrato com SBT como apresentadora. Mas agora está no Spotify, e chama, Babi do Jeito que eu Quero, tem muitas músicas incríveis, um dueto com Chico Buarque, tenho certeza que vocês vão se surpreender, é tudo verdade, tudo aconteceu. Então, esse namoro com a música já vem desde criança, depois de entrevistar músicos na MTV, no SBT. E quando veio mais forte a onda do teatro musical eu comecei a estudar canto com o Danilo Timm, e ele disse, você tem que fazer teste. E na época ele me treinou para um teste e eu fiquei na beirada. Mas aquilo me deu força para continuar. Mas quem faz audição, sabe que é o cão. Você tem que ter mais controle psicológico do que vir gravar, do que montar uma personagem, é muito diferente. E aí marcaram teste para mim às 10h da manhã, não cantei nada, não saia voz. E desde então, eu percebi que a produtora desta companhia nunca mais me chamou (risos). Mas, paciência, a vida é de erros e acertos. Então, estou doida para que me chamem para uma próxima audição, agora mais focada. Fazer essa peça musicada é maravilhoso, porque já é um namorinho aí de novo, para, quem sabe um dia, fazer um musical. Porque eu acho que isso é o que falta na minha carreira artística.

Você tem uma carreira muito colorida, fez muito sucesso como apresentadora, novelas, teatro, tem vontade voltar a apresentar?

Eu fui esses dias no SBT, e depois de 16 anos eu revi o Silvio Santos. E foi muito importante para mim. Na época em que saí, quando não renovei o contrato, as relações pareciam muito desgastadas, não entre a gente, mas entre toda a galera que fica em volta. São milhares de projeções quando você está num auge da sua carreira, milhares de pensares, ah, eu acho que você deveria fazer isso… E eu com 20 e poucos anos, óbvio, que não soube lidar com isso, ou com a maturidade que naturalmente eu busquei hoje. Então, revê-lo foi incrível, mas é fogo, porque todo o mundo fica pergutnando, você está indo para o SBT? Tem que ter um programa lá… E aí é muito gostoso isso. Eu até escrevi um e-mail, não sei se vai chegar no Silvio, falando, olha só, partiu, partiu novidade…


Foto: Ricardo Lopes e Revista X

E é um momento diferente de sua vida, não é?

Sim, agora é outro jeito de ver as coisas, agora eu sou mãe, estudo psicologia. E o fato de ter começado a fazer teatro também, só comecei depois de ter tido a minha filha. Porque eu tinha receio, me achava tão não merecedora, talvez, dos deuses do teatro. Falava, não sei se eu vou conseguir estar lá, de quinta a domingo, falando a mesma história. Porque venho de uma vida, são 25 anos, traballhando numa produção aqui, ali, um comercial, uma palestra, capa de revista, viajando muito. Então, não imaginava que poderia ter uma rotina, de estar no mesmo lugar, contando a mesma história sempre. E só fiz depois que pari, quando você diz, agora eu posso fazer qualquer coisa. Então, o teatro também faz parte deste novo mover, desta nova coragem de viver, e foi aí perto dos 40, com 37, 38 anos.

Curta e compartilhe a Revista X!
0

Revista X na Brazil Quality Summit 2018 182

No dia 10 de Maio 2018 aconteceu no hotel Windsor na Barra da Tijuca a XI edição do Brazil Quality Summit, um evento organizado pelo Latin American Quality Institute (LAQI) com o intuito de formentar a qualidade total de empresas brasileiras.

LAQI

O Latin American Quality Institute, além de ser a responsável pelo Brazil Quality Summit, é uma organização privada, sem fins lucrativos, que foi fundada no Panamá em 2007, possuindo como objetivo levar poder ao corpo empresarial latino-americano e proporcionar inteligência empresarial por meio de um modelo de excelência, alinhado com tendências mundiais.

XI EDIÇÃO DO BRAZIL QUALITY SUMMIT

A XI edição do Brazil Quality Summit teve como desafio transformar negócios. Criar impacto em longo prazo para as empresas e para a sociedade além de premiar as empresas que se destacaram em 2018.

Durante o evento os convidados puderam participar de diversas conferências destinadas a promover a aplicação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) na atividade diária das empresas, seus integrantes, stakeholders e esfera de influência, com a finalidade de conseguir o futuro que queremos até 2030.

O ciclo de conferências começou às 15h, com as boas vindas de Daniel Maximilian da Costa, CEO & Founder do Latin American Quality Institute, às 15h15min estava programado para começar a conferencia com Daniel Brizon que veio falar sobre Qualidade Total e Gestão Humana, para isso Daniel usou seu grande talento como palestrante mesclando seus dons em ilusionismo para falar sobre como incorporar uma gestão de qualidade e empoderamento de talento humano de acordo com as ODS 3 (Saúde e bem estar), 5 (Igualdade de gênero) e 8 (Trabalho decente e crescimento econômico).

Logo após, foi a vez de Julio Araujo palestrar sobre RSE e Impacto nos negócios, para isso Julio falou sobre como obter objetivos de impacto triplo empresarial aplicando as ODS 10 (Redução das desigualdades), 12 (Consumo e produção responsável), 13 (Ação contra a mudança global do clima) e 15 (Vida terrestre). Sua conferência mostrou a todos como o consumo irresponsável prejudica nosso pais e o futuro da humanidade, e que são necessárias medidas extremas para diminuir esse consumo o quanto antes, ou em pouco tempo, com o crescimento populacional, nosso planeta não será suficiente para todas as nossas “necessidades”.

 

Tivemos ainda a especialista Ana Cristina Campelo falando sobre Marketing e vendas com comunicação corporativa. Ela apostou em um apelo mais emocional para falar sobre como estabelecer um plano de comunicação que transfere na imagem e resultados da campanha os ODS 10 (Redução das desigualdades), 12 (Consumo e produção responsável) e 17 (Parcerias e meios de implementação), seu vídeo final com certeza deixou a todos que estiveram presentes bastante emocionados.

Após a palestra de Ana Cristina Campelo tivemos um painel de discussão onde os especialistas dos painéis anteriores iriam esclarecer dúvidas dos participantes.

Às 18h15min estava previsto para começar o Coffee Break, um momento para os convidados interagirem, tirarem fotos, darem entrevistas. Inclusive a Revista X montou um rápido estúdio no local para que os empresários junto com as suas famílias e convidados pudessem registrar em uma foto profissional aquele dia.

E Então foi chegado o momento mais aguardado, a Cerimônia Central que iria conceder o prêmio Empresa Brasileira do Ano 2018 para seus convidados e a Escolas Digital Max foi contemplada com o troféu de reconhecimento no ramo de educação, através de seus esforços e dedicação no compromisso publico com a qualidade e excelência dos serviços oferecidos.

ESCOLAS DIGITAL MAX

O grupo Digital Max é uma instituição de ensino profissionalizante que atua nos segmentos de informática, idiomas, empreendedorismo e petróleo & gás, visando capacitar o jovem para o mercado de trabalho.

 

Com 5 unidades distribuídas entre Rio de Janeiro e São Paulo, a Digital Max já formou mais de 100 mil alunos em quase 15 anos de atuação, se tornando assim um dos principais nomes na área de cursos livres do mercado. Os alunos que se formam na Digital Max são preparados para o mercado de trabalho, inclusive, é comum, alguns ex-alunos se tornarem colaboradores da empresa após sua formação.

REVISTA X

Uma surpresa para nós da Revista X aconteceu no final da noite, já quase no fim da premiação, fomos chamados ao palco para receber um troféu de reconhecimento por nosso trabalho desenvolvido, no ramo de comunicação.

A Revista X se sente muito honrada pelo prêmio, pois apesar de ser uma revista existente a pouco tempo no mercado já obtivemos esse reconhecimento tão estimado de uma organização tão importante quanto a LAQI e essa premiação com certeza refletirá em uma dedicação ainda maior para trazer as melhores novidades aos nossos leitores.

Curta e compartilhe a Revista X!
0