Inteligência Emocional 46

Por: Renato Lopes

Já dizia uma música “É preciso saber viver”. No mundo moderno, a conquista de bens materiais, o sucesso na carreira através de estudos e trabalho e a estruturação de bons relacionamentos são algumas das situações que definiriam o que chamamos de um bom modo de viver. Mas como explicar tantas frustrações, tantas pessoas que afirmam não terem sucesso em nenhum departamento da vida, com insatisfações profundas e que definem a sua vida com uma única frase: “Ainda não me encontrei”!

O conhecimento é a base da vida, mas não há conhecimento no mundo que ajude ou supere o mais importante de todos, ou seja, o autoconhecimento! Quando conseguimos nos enxergar realmente como somos, conseguimos definir melhores diretrizes para nossas escolhas , o que consequentemente irá gerar  resultados mais satisfatórios porque poderemos agir e reagir melhor frente a situações e pessoas. Isso é o que poderíamos chamar de desenvolvimento pessoal, o equilíbrio entre a razão e a emoção, de forma a entender e dominar os próprios sentimentos; não para negá-los ou sufocá-los, mas para trabalhá-los de forma inteligente com vantagens em todos os departamentos da vida.

A psicologia, entendendo essa necessidade, caracterizou esse indivíduo como inteligente emocionalmente e assim através do psicólogo americano Daniel Goleman, criou-se e difundiu-se o conceito de Inteligência Emocional.

Em um encadeamento lógico, a situação seguiria naturalmente este caminho: Compreender os próprios sentimentos e emoções e também os de outras pessoas,  favorecendo as relações através de uma linha de conduta na qual trataríamos cada pessoa e/ou situação de acordo com a necessidade, evitando desequilíbrios que provocariam resultados negativos para si e/ou para o próximo.

 Como chegar a isso? É possível através do desenvolvimento de habilidades a autovigilância comportamental, a saber:

  • Autoanálise da sua reação diante das situações que vivencia; o que essa reação causou de impacto e imediatamente mudar a atitude se o resultado foi negativo.
  • Autoanálise nas tomadas de decisões, não deixando a impulsividade falar mais alto, sempre decidindo com calma e reflexão, seja com atitudes ou palavras.
  • Autoanálise de suas emoções e sentimentos a curto, médio ou longo prazo.  Se algum sentimento pode trazer algum prejuízo a si, evite-o e se não conseguir, controle-o até conseguir dominar em vez de ser dominado. Exemplos: raiva, medo, insegurança, tristeza.
  • Autoanálise de seus potenciais e habilidades, não se deixando dominar por ilusões, identifique o que é bom e isto trará autoconfiança e você poderá sempre se auto motivar. Identifique as fraquezas e transforme-as em força. Reconheça seus erros e aprenda com eles.
  • Autoanálise nas chamadas “situações-limite”, como trabalhos sobre pressão e cobranças para que ansiedade, síndromes e sentimentos de fuga ou desistência passem a fazer parte da sua vida. Mantenha calma, respire e tenha bons pensamentos para que possa agir racionalmente frente a isto.
  • Autoanálise de sentimentos e emoções seguem naturalmente uma sequência de enfrentamento, entendimento e expressão deles. Não tenha medo de se expressar, de forma racional e equilibrada. Seja sincero com aquilo que pensa, com você mesmo e com os outros.
  • Autoanálise de direitos e deveres seus e do próximo. Isso pede que você se interesse pelo outro e muitas vezes se coloque no lugar dele para entender sua atitude em certa situação. Quando eu entendo o outro, tenho possibilidade de desenvolver o respeito, me solidarizar e mesmo valorizar seus talentos. Compreendemos neste ponto, que as habilidades se completam, que o outro muitas vezes sabe mais do que nós e isto não seria nenhum motivo de vergonha, mas sim uma maior possibilidade de aprendizado. Permita-se aprender com os outros.

       Já sabemos identificar que é PRECISO SABER VIVER, mas na mesma música se diz: “É preciso ter cuidado para mais tarde não sofrer” e “se o bem e o mal existem, você pode escolher”.

     Podemos terminar com uma frase do mesmo psicólogo Daniel Goleman, que difundiu o conceito da Inteligência Artificial:

“As emoções são contagiosas. Todos sabem disso por experiência. Depois de um bom café com um amigo, você se sente bem. Quando encontra um balconista rude em uma loja, se sente mal”.

E com um questionamento muito simples:

Quem somos nós?

O bom amigo do café ou o balconista rude?

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