Copa do Mundo 2018: Rumo à sexta estrela 391

Não há como falar de Copa do Mundo sem lembrar da Seleção Brasileira. O Brasil é o único país a disputar as 19 edições do evento desportivo mais respeitável do planeta. Cinco vezes campeão é a seleção que, para nossa alegria, mais vezes levantou a taça.

Os cinco principais pontos do percurso do Brasil são as conquistas de 1958 na Suécia, 1962 no Chile, 1970 sediado no México, 1994 disputado nos Estados Unidos e 2002 na Coreia do Sul. Com equipes constituídas de maneiras diversas, mas sempre conduzidas por verdadeiros craques da bola, o Brasil reformulou o esporte criado pelos ingleses e eternizou esse sentimento na mente e no coração dos torcedores apaixonados por futebol.

Foi na Copa de 58 que originou-se o Rei Pelé, o maior de todos os tempos, que mesmo aposentado ainda é lembrado pelas grandes alegrias que deu à torcida brasileira. Quatro anos depois, Garrincha mostrou que é possível ser genial, mesmo com  suas pernas tortas. Em 1970, a constelação de craques reunidas por Zagallo encantou a todos e entrou para eternidade, fazendo sucesso também anos depois, até mesmo fora da Copa do Mundo, onde alguns duvidavam de sua capacidade, e soltando a frase que entrou para a história do futebol nacional “Vocês vão ter que me engolir” e de fato engoliram. Passados 24 anos, nos Estados Unidos, o baixinho Romário, com sua pequena estatura, mas carregando um potencial que não cabia dentro de si, entrou para o ranking dos gigantes da bola. E, em 2002, Ronaldo deu um novo sentido para a palavra fenômeno.

E entrando no ritmo da maior festa do planeta, a Revista X preparou, semanalmente, os marcantes momentos de glória da Seleção Brasileira. Para quem viveu esse período poder relembrar e para a galera jovem poder se inteirar e ter motivos para torcer ainda mais pelo Brasil na Copa de 2018.

COPA DE 1958 – Após muitas batalhas, a taça, enfim, é do Brasil!

A Copa do Mundo de 1958, na Suécia, marcou o fim dos improvisos na seleção brasileira. Chefe da delegação e vice-presidente da CBD (atual CBF), Paulo Machado de Carvalho promoveu uma verdadeira revolução ao modernizar os preparativos para o Mundial.

No dia 29 junho de 1958, o Brasil goleou a Suécia por 5 a 2 e conquistou a sua primeira Copa. Mais do que isso, revelou ao mundo o maior jogador de todos os tempos. Aquela vitória também serviu para enterrar o fantasma da derrota sofrida para o Uruguai na decisão de 1950.

Com o esquema 4-3-3 quatro jogadores na defesa, três jogadores no meio-campo (com um ou dois volantes) e três jogadores no ataque (dois pontas e um atacante) a seleção surpreendeu os adversários. Mas não foi apenas por causa dessa inovação tática que o Brasil se consagrou campeão. Inspirado e entrosado, o trio de ataque formado por Pelé, Garrincha e Vavá destruiu os adversários.

Nos dois primeiros jogos, Pelé, apenas um garoto de 17 anos, ficou no banco. Contra a União Soviética, o jogo mais temido da primeira fase, foi escalado por Feola e a aposta deu certo. Com apenas um minuto de jogo, acertou uma bola na trave. Entretanto, o dono do jogo foi Vavá, que marcou os dois gols da vitória por 2 a 0, mas Pelé mostrou desenvoltura, não se intimidou e, por isso, não saiu mais da equipe até o fim do Mundial.

A confirmação de que o garoto era diferenciado veio já na partida seguinte. Nas quartas de final foi do Pelé o gol do atribulado triunfo por 1 a 0. O jogador, inclusive, já citou em várias entrevistas que considera aquele um dos grandes jogos da extensa carreira, mas foi diante da temida França, na semifinal que o garoto deu o seu show particular. Os franceses contavam com o artilheiro Just Fontaine que havia marcado oito gols nos jogos e era, até aquele momento, o grande nome da Copa, até enfrentar Pelé que com três gols aniquilou os franceses: 5 a 2.

Para entrar na história faltava o título e ele veio contra os donos da casa, Pelé marcou dois gols. O primeiro foi repleto de graciosidade e determinação,o garoto ajeitou a bola com o peito, deu um chapéu e bateu, um lance que deixou todos abismados e que não parou por aí. Diversos jogos se passaram e o título de Rei só fez jus ao enorme talento que se tornou imortalizado.

Ficou inspirado? Então se prepara que vem mais por aí. Na próxima semana você confere como foi a Copa de 1962 com Garrincha dando um show no Chile.

Avante, Brasil!

 

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Jornalista (23). Fã de esportes, apaixonada por futebol e leitora assídua. Contato: thamirys.jornalista@gmail.com

4 Comments

  1. Parabéns Thammy, bem elaborada a matéria e com muito entusiasmo na narrativa… bjos fica com Deus

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Michel Lopes, O Samurai 297

Michel Lopes, O Samurai, encontrou nas lutas um meio de sobreviver a marginalidade e a violência que dominam o dia a dia no Rio de Janeiro, principalmente para pessoas que vivem em zonas de risco como a qual ele cresceu. O Samurai sabe que se não fosse toda a disciplina aprendida nos tatames, talvez hoje ele nem mesmo estaria vivo e é por isso que mantém um projeto social em Itaboraí, no qual ensina luta para cerca de 30 crianças e jovens, com o intuito de tirá-los das ruas e assim criarem um objetivo de vida.

Mas toda essa historia começou a muito tempo atrás, quando Michel tinha ainda 4 anos e viu uma roda de capoeira em uma praça, foi naquele dia que ele se interessou pela luta e foi ali que ele decidiu todo o seu futuro. Ao longo de sua vida Michel colecionou diversas medalhas e cinturões, sendo vice-campeão mundial de Jiu-Jitsu e possuindo 43 campeonatos no Muay Thai, conseguindo a vitória em todos eles.

Além de possuir grau Preta e Branca no Muay Thai, Michel é também faixa preta no Kick Boxing e no Karatê. Essa garra e conhecimento que possui nas lutas mais variadas foi o que lhe rendeu a vitória em 2017 no “Open” no “Campeonato Sul-Americano Aberto de Artes Marciais”, Michel lutou na final contra um atleta de Kung-Fu, levando-o à nocaute em apenas 1 minuto e 45 segundos, se classificando assim para o mundial na Argentina que vai ocorrer agora em 2018.

Mas além de ser campeão nas artes, Michel é campeão na vida, pois luta diariamente contra o preconceito que as pessoas tem contra lutas, contra a falta de patrocinadores aqui no Brasil. Apesar do sonho de poder representar o Brasil nos campeonatos ser grande, as necessidades são maiores e não foram poucas as vezes que Michel pensou em desistir de tudo, em desistir do seu sonho para ter um melhor emprego e ter como dar mais conforto a sua família, porém sempre que pensou em desistir sua esposa e amigos estiveram do seu lado, lhe dando apoio e dando seu jeito para que ele nunca desistisse.

Em 2018 Michel tem uma parte do seu sonho prestes a se realizar, representar o Brasil no Campeonato Mundial que ocorrerá na Argentina e também no WORLD MUAYTHAI CHAMPIONSHIPS 2018 que acontecerá no México, compondo a SELEÇÃO BRASILEIRA PERMANENTE DE MUAYTHAI. Trazer essa vitória para o Brasil e para todos que acreditam nele. Trazer essa vitória para cada criança que assim como ele cresceu e cresce em lugares de risco, com a violência extremamente perto mas que sonham um dia ser alguém na vida, o Samurai quer que com essa conquista os jovens que tem poucas oportunidades consigam enxergar que eles podem fazer o que quiserem se tiverem força e dedicação.

Revista X - Michel Lopes

No entanto, esse sonho pode não se realizar, as passagens, hospedagem e demais gastos do dia a dia durante o campeonato dão um total de R$3000,00 um dinheiro com o qual ele, sem patrocínio, não terá como conseguir. Por isso você pode ajudar a tornar esse sonho real. O valor excedido será revertido para o PROJETO que ele participa na Associação de Moradores de Picos e Perobas – Itaboraí / RJ.

Para doar qualquer valor deposite na conta da Associação de Moradores de Picos e Perobas.

CAIXA ECONOMICA
AG.: 0811
OPERAÇÃO: 003
CONTA: 00002185-0
Ajude o Samurai a fazer esse sonho se tornar real e assim inspirar diversas crianças e jovens que assim como ele lutam diariamente para sobreviver em meio a todo esse caos que existe.
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