ORIENTAÇÃO VOCACIONAL 135

O QUE A ORIENTAÇÃO VOCACIONAL TEM A VER COM QUEM VOCÊ VAI SE TORNAR?

Por: Camilla Rodrigues

Será que devo escolher a profissão que me der prazer, ou aquela que me der recompensa financeira? Quais são as minhas habilidades e talentos? Qual é a profissão que mais oferece oportunidades no mercado de trabalho? Se eu não gostar do curso escolhido, será fácil mudar depois? Será que devo deixar meus pais, amigos, ou professores influenciarem a minha escolha?

É nesse momento de indecisões e conflitos para a escolha da profissão que a Orientação Vocacional é fundamental. Não somente porque abre as possibilidades para uma escolha mais adequada com o seu perfil, mas porque ajuda a encontrar as respostas para todas essas perguntas através de processo chamado autoconhecimento, ou como se costuma dizer, “um olhar para dentro de si mesmo”.

Embora seja fantástico, esse processo nem sempre é fácil; pois as pessoas não estão habituadas a se perceberem, a terem um olhar mais atento para descobrir quem são e o que querem. Por esse motivo, o profissional capacitado em orientação vocacional realiza testes e dinâmicas para trazer luz àquilo que não se consegue ver sozinho como qualidades, defeitos, talentos, interesses e o significado de trabalho para cada um. De acordo com Müller:

“chegar a uma escolha vocacional supõe um processo de tomada de consciência de si mesmo e a possibilidade de fazer um projeto que significa imaginar-se antecipadamente cumprindo um papel social e ocupacional” (Müller, M 1988: 141).

Quando o indivíduo adquire consciência de quem é, de sua personalidade, fica muito mais fácil escolher quem quer se tornar, pois a partir desse conhecimento há mais condições de olhar para o mercado de trabalho com confiança e clareza do papel que se quer exercer e do legado que se quer deixar no mundo e na vida das pessoas a volta.

Como se sabe, o trabalho não é apenas um meio de ganhar dinheiro; é onde se investe tempo, energia e saúde. A atividade laboral está muito ligada à identidade, é uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo que, quando se trabalha, constrói-se algo imprimindo-se uma marca pessoal, também se é moldado pelo trabalho, daí surge a importância de fazer a orientação para que a escolha não seja decepcionante, mas que a profissão escolhida seja uma forma de potencializar a sua forma de ser no mundo.

Revista X - Camilla

Camilla Rodrigues
Psicóloga Clínica e
Orientadora Profissional e de Carreira.
CRP 05/539959
Instagram: @psicamilla

 

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