O Reinventar de Babi Xavier 518

Babi Xavier fala sobre nova rotina: “Estou fazendo faculdade de Psicologia e estou amando”

Revista X - Babi Xavier

Babi Xavier (43) conta como é estar se reinventando e seguindo por um caminho totalmente novo após anos nas telinhas. Cursando Psicologia e com um canal no Youtube, ela explica tudinho sobre essa nova fase de sua vida.

R.XBabi, você é uma mulher de muitos talentos. Foram seis novelas nas emissoras Globo, Band e Record, três programas na MTV, dois programas no SBT, duas minisséries e a apresentação do telejornal Sintonia Fina, contando também com a carreira de cantora. Entre todas essas profissões, o que você mais gosta de fazer?

BabiA que eu fiz por mais tempo e a que tive mais oportunidades de acertar foi como apresentadora, ali na Sky Net Sat, que foi onde eu comecei, aprendi a olhar para a câmera com verdade e tranquilidade e a passar a mensagem que eu pretendia passar. Foi como se eu tivesse feito os quatro anos de faculdade, dois de mestrado e dois de doutorado (risos) e as outras atividades revelam um lado meu em que eu ainda estou descobrindo.

 

R.X – Há uma diferença muito grande entre atuar, cantar e apresentar?

Babi – Há na forma como eu me sinto. Para apresentar, por exemplo, eu tenho que abrir o programa na minha forma genuína, o meu interesse tem que aflorar pelo meu objeto entrevistado.  Para eu me preparar para cantar, por exemplo, é outro jeito porque eu tenho que me lembrar da letra; é necessário entrar na hora certa. Se eu errar a letra, vou improvisar; já com a entrevista, eu tenho meus meios de disfarçar que eu errei alguma coisa. Dançar é o que utiliza mais a minha cara de pau (risos) porque uma vez que eu entendo que já treinei a coreografia o suficiente, não dá mais tempo de dizer sei ou não sei. Tem que entrar, tem que estar no ar, assim como foi com o Dança dos Famosos. Tive uma semana para treinar e quando chegou a hora foi carão, foi  curtir o momento como se não estivesse sendo julgada pelos júri. Já a questão de interpretar é mais tranquilo porque uma vez que o cenário já está todo preparado para a atuação, eu não preciso ser mais eu, viro personagem.

R.X – O programa Erótica MTV marcou bastante na época por se tratar de uma nova forma de falar com os adolescentes sobre sexualidade na televisão. Método que ainda é utilizado atualmente na própria emissora e nas demais. Como era para você fazer o programa? Você sempre foi uma pessoa de mente aberta?

Babi – Eu sempre tive ideais não totalmente igualitários, no sentido de igualdade, mas no sentido da equidade, até porque ninguém é igual a ninguém. Mas eu sempre busquei a validação, a valorização das mulheres. O Erótica, quando veio, me ajudou a desenvolver mais esse meu lado, mas também foi bastante sofrido porque os jornalistas, as pessoas em geral, muitas vezes não entendiam que o programa não se tratava de sexo explícito. Eu passei as primeiras oito semanas explicando o que o programa não iria ser e pedindo pelo amor de Deus para as pessoas assistirem para que elas pudessem entender aquilo que eu estava explicando, pois o programa não era vulgar e sim informativo.

“A família é a primeira sociedade que a gente tem. Então o momento para se colocar ou sucumbir é na família. Ou você cede, se encolhe e se anula, ou você se coloca”

R.X – Você já trabalhou em cinco emissoras. Há muita diferença entre elas ou a rotina era basicamente a mesma?

Babi – Assim como existe no meio corporativo, cada emissora tem uma cartilha exposta ou não, extensiva ou não, e você precisa ter a sensibilidade de descobrir como se movimentar lá dentro, por exemplo. Muitas vezes eu só entendia depois que já não fazia mais parte da emissora. Então realmente cada emissora tem um jeitinho de ser, mas quando você curte o que está fazendo, o que tem que fazer é desenvolver uma maturidade, ser sempre positiva e saber como lidar com as diferenças, mas também fazer as pessoas acreditarem nas suas ideias.

R.X – Como é a relação com a sua família? Eles sempre apoiaram sua carreira ou houve alguma restrição perante suas escolhas?

Babi –Meu pai ficou muito preocupado quando eu comecei a modelar porque eu tinha 19 anos de idade. Houve a restrição do meu pai desde o início, mas eu disse pra ele: “Deixa eu ir trabalhando que no decorrer do tempo eu vou te mostrando” e eu sempre mantive a minha postura, tentando me manter sã.

R.X – Falando em família, na novela Vidas Opostas, a Patrícia era mãe de adolescente e tinha um grande destaque na novela. Como foi interpretar esse papel? A personagem te ajudou a se preparar para a função de mãe na vida real?

Babi – Ah, com certeza! Foi muito divertido ter essa relação com adolescente, então eu aproveitei um pouco desse meu lado apresentadora que lidava com os jovens e adolescentes e levei para a trama. Desde a novela fiquei sonhando como seria a minha hora de ter uma filha adolescente. Também foi muito legal abordar o caso da mulher que é mais velha que o menino, foi muito incrível, muito legal mesmo.

R.X – Você acredita que a realização pessoal e profissional influencia na beleza feminina? Como o sucesso da sua carreira, seja no teatro, nas novelas, como escritora e/ou apresentadora, interfere na sua vida?

Babi – Não só a profissão influencia, mas tudo o que você acerta na sua vida influência e isso a gente só consegue com a busca de autoconhecimento e trabalhando nossa autoeficácia é claro que acertar no trabalho vitamina isso. A minha geração viveu o momento de transição do objetivo, que se dizia, casar, ter uma família, fazer a faculdade e ter uma profissão.  Já na geração dos 20 anos, o objetivo é ser bem sucedido no trabalho. Acredita-se que sendo feliz no trabalho se pode fazer tudo acontecer. Não importa a geração em que se vai nascer ou que nasceu, o que importa são as marcas que todas essas coisas vão deixar em você. O que importa é como se vai encarar tudo isso.

R.X – Como tem sido para você lidar com essa nova fase da sua vida?

Babi – O meu retrato é o retrato da mulher de hoje.  É a mulher que é considerada bonita, valente, bem sucedida, mas muitas vezes eu me vejo muito além disso; sendo mãe solteira, com dificuldades de entender para onde foi o amor romântico, como ele pode ou deve ser agora, como levar as relações, então é uma adaptação difícil. Acabou o meu contrato com a Record em Setembro de 2016, então em Janeiro eu já estava matriculada para cursar Psicologia porque era um sonho de menina e estou simplesmente amando. Abre muito a cabeça e é uma coisa com a qual eu vou querer articular arte, psicologia e fundamentos em filosofia. Hoje eu tenho uma vida que não é a que eu conhecia, mas agora as minhas prioridades são me formar em psicologia, cuidar da minha filha e eu também sei que a luta da mulher moderna é essa.

R.X – Como surgiu a ideia de criar o canal no Youtube “Talk Psicoleguinhas”?

Babi – Surgiu do medo extremo que eu tenho do YouTube (risos). A pauta vem do assunto estudado, que aborda sexualidade e que é o início e a finalidade de tudo. Tenho vontade de, quando eu estiver um pouquinho mais fundamentada em Psicologia, fazer um programa como foi o Erótica para continuar levando conhecimento, mensagens e acolhimento para a galera que está vindo e para quem quiser assistir.

R.X – Os assuntos abordados são indicados a partir de qual idade?

Babi –No Psicoleguinhas, na minha visão, eu gosto de pensar que estou falando para mulheres de 30 anos até 60, 70, 80, ou para quem quiser assistir.

R.X – Como tem sido a aceitação dos internautas em relação ao canal?

Babi – É muito difícil tornar um canal super famoso. Eu, a Paula e a Lu ainda não temos todos esses caminhos para dar a visibilidade que o canal precisa, mas as respostas ao que a gente tem postado têm sido positivas, só que eu acho que estamos devagar, acho que a gente pode mais.

R.X – Que recado você gostaria de deixar para as leitoras da Revista X que te veem como um modelo de mulher guerreira, bem resolvida e realizada?

Babi –Que existem os dias da guerreira e os de  voltar para casa, chorar no travesseiro, falar “Como é que eu me ajeito?”. Há momentos em que parece que todos os dias te acomete de uma vez só, e parece que você não vai dar conta. É isso que eu quero que vocês entendam, existem esses dias e o que vai fundamentar é você entender que existe o momento seguinte. Cada um tem a sua jornada, cada um tem seu caminho particular e a gente sempre pode tentar se perdoar.

R.X – Babi, nossa entrevista está encerrando e para finalizar, gostaríamos de saber qual é o seu X da questão? O que te move?

Babi – O que me move agora, o que me interessa agora é me livrar de crenças, sistemas e padrões antigos que vieram para me aprisionar. Meu x da questão é me libertar deles, buscar manter o que me faz bem, o que não vai trazer prejuízo para mim, minha família nem para o outro, porque a alteridade existe, não podemos ignorar.

Revista X - Babi Xavier

Curta e compartilhe a Revista X!
0
Previous ArticleNext Article
Jornalista (23). Fã de esportes, apaixonada por futebol e leitora assídua. Contato: thamirys.jornalista@gmail.com

1 Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Gênero Super-Herói 130

“Fox, Marvel e Sony investindo pesado nos filmes”

Os filmes que são protagonizados por super-heróis por anos foram classificados apenas como filmes de super-heróis, como se super-herói fosse um gênero cinematográfico, talvez porque todos os filmes protagonizados por heróis tinham enredos que seguiam a mesma fórmula. Esses filmes eram produzidos pensando em um público bem específico, crianças e nerds, mas não a visão de nerd que temos hoje em dia; mas sim aquele nerd esteriotipado, como o Jeff Albertson, ou como é mais conhecido, o Cara dos Quadrinhos de Simpsons, que tem uma loja chamada “Calabouço do Androide”. 

Talvez fosse pelo público, ou talvez pela crítica de cinéfilos que nem sempre era favorável a esse tipo de filme, o “gênero” super-herói não era algo bem visto.  Era raro você ouvir alguém falar que estava ansioso pela estreia do novo filme do Batman, ou comentando aquela batalha épica do super-homem. Na verdade, filmes de super-herói, na maioria das vezes eram apenas aquele filme que você iria ver na Sessão da Tarde se não tivesse nada melhor para ver.

 Revista X - Super-Herois

O interesse pelo gênero começou quando a Marvel vendeu parte de seus direitos para alguns estúdios tentando fugir da falência. Acabou que depois a Marvel se tornou uma produtora (Marvel Studios) e começou a “brigar” contra a Fox, que tem os direitos dos X-Men e Quarteto Fantástico, e Sony, que tem os direitos do Homem Aranha. Com essa briga tanto a Fox, quanto a Marvel e Sony investiram pesado nos filmes querendo cada vez mais conquistar seus fãs. O sucesso inicial foi tanto que a Warner, vendo isso, quis investir nesse mundo de super-heróis, trazendo para a briga os heróis da maior rival da Marvel (a DC). Esse grande investimento que passou a ocorrer fez o jogo virar de vez, muitos dos aclamados críticos que torciam o nariz para esse tipo de filme passaram a aguardar ansiosos a sua estreia. 

Com o sucesso dos filmes, não demorou muito para que as produtoras retornassem a fazer séries focadas em super-heróis. Esse universo se expandiu tanto que foi necessário mudar a antiga fórmula de enredos batidos e devido a grande audiência  de filmes desse gênero, foi necessário reinventar. Como fazer, então, filmes do Homem-Aranha, Batman e Super-Homem que não fossem uma refilmagem dos filmes antigos? Era necessário que os filmes de super-heróis não fossem mais apenas filmes de Super-Heróis. 

Revista X - Super-Heróis

Com toda essa visibilidade, foi então que os filmes mudaram. Pense nos filmes Logan, Deadpool, Capitão América – Soldado Invernal, Thor e Guardiões da Galáxia. Pensou? Todos são filmes do “gênero” super-herói, mas esse é o único ponto em comum entre esses filmes, enquanto Logan é um filme com um apelo mais dramático (e não estou falando isso por ser a despedida de Hugh Jackman do papel de Wolverine); Deadpool é uma boa comédia; Capitão América seria classificado como um Thriller de Ação; Thor, Fantasia e Guardiões da Galáxia é uma Ópera Espacial.

Temos até mesmo gêneros cinematográficos diferentes em filmes do mesmo herói, por exemplo no caso de Homem-Aranha. O Homem-Aranha do Tobey Maguire é uma aventura, enquanto o primeiro Homem-Aranha do Andrew Garfield carrega um lado mais dramático.

Na real, “super-herói” não  deveria ser considerado um gênero, ele é um tipo de personagem que é usado para contar uma historia e cada vez mais podemos ver gêneros como comédia, ação, thriller, aventura em filmes e séries que contém um herói como protagonista. Por exemplo, a série DemolidorRevista X - Super-Herois é policial, algo mais frio, mais sério, mais violento… Algo como um Noir contemporâneo. Arrow seria uma série dramática tem mais tensão e é sombrio.  Em contrapartida, Flash e Supergirl misturam humor com aventura, suas cenas são bem mais iluminadas e cheias de piadinhas.

Até o universo de X-Men está mudando sua roupagem com os filmes “X-Men – Fênix Negra”, que tudo indica será um filme com mais drama e muito parecido com 007 Cassino Royale, e “Novos Mutantes” que estava para ser lançado esse ano, mas foi adiado para Fevereiro de 2019, pois segundo a produção do filme, o mesmo não estava assustador o suficiente. Sim, isso mesmo que você leu, se prepare que “Novos Mutantes” promete muito terror, eu já estou me preparando para não conseguir dormir depois do filme.

Não seria exagero nenhum dizer que essas mudanças estão vindo apenas para o bem, pois é nessa abrangência de gêneros que teremos muitos novos filmes bons vindos por aí e com toda a tecnologia para efeitos especiais que temos hoje em dia, tenho certeza de que  os nossos heróis dos quadrinhos vão conquistar cada vez mais espaço e fãs com sua nova versatilidade.

Curta e compartilhe a Revista X!
0

Outono Inverno 2018 256

Conheça as principais tendências e inspire-se a compor looks exclusivos.

Conforto e diversidade definem o outono-inverno 2018, uma variedade nos tamanhos nos estilos nas cores e nos cortes das peças, proporcionando uma forma de vestir singular.

Tecidos de alfaiatariaRevista X - ModaOs tecidos de alfaiataria, clássicos voltaram com tudo. (O Príncipe de Gales o xadrez e o pied-de-poule au pied de Coq), para compor looks mais sóbrios, ideais para o ambiente de trabalho sem perder o toque feminino.
Calças de cintura alta sobretudos e blazers com ombreiras, peças que dão destaque e altivez.

 

Padrão Floral

O padrão floral que vem sendo usado durante todo o ano, ganha cores ténues flores bordadas e gráficas, que vão relembrar Jardins e papel de parede. Usados em um total look, ou em uma peça única, compostos com acessórios neutros.

Revista X - ModaCasacos de carneira

Os casacos de carneira veem com  abordagens diferentes, como os comprimentos em 3/4 e 7/8.  Inovação nos tingimentos e detalhes de pelo.
Mais uma novidade, são as peles de carneira adaptadas para peças apropriadas ao clima tropical.

 

 

Vermelho

Revista X - Moda

O vermelho marca essa estação e vestir-se da cor da da cabeça aos pés, é uma excelente opção. A cor quente será usada em todos os tons (carmim, escarlate, cereja veneziano entre outros), trazendo sofisticação aos looks. Aposte na combinação do vermelho com cores neutras.

Gabardine

Revista X - ModaRevista X - Moda

A gabardine já é um coringa no guarda-roupa feminino, sexy sofisticada e prática, neste outono-inverno ela tem novos materiais, folgas, comprimentos abaixo dos joelhos, além de uma  riqueza nos detalhes.
O nylon e o PVC irão tornar estas peças divertidas e casuais, podendo optar também pelos modelos mais clássicos e convencionais.

Folclore

Revista X - ModaRevista X - Moda

O artesanal se mistura a materiais decorados e referências globais, sendo o destaque deste estilo. Veremos o velho Oeste, os Westerns, os cowboys e índios, assim como também os trajes peruanos, suas cores, detalhes de franjas e saias Compridas. Esta sem dúvida é uma das maiores novidades desta estação.

Jeans

O denim volta a estar em alta neste outono inverno. Pode ser usado em um look integral ou em duas peças de mesmo tom. Aposte nos cortes boyfriend e mom, nos jeans folgados e com cintura subida.

 

Brilhos e prateado

Com alguns detalhes do passado o prateado volta as passarelas. Esta tendência deve ser usada com cuidado, pois no minimalismo está o ponto de equilíbrio. Prefira detalhes metálicos, calçados ou calças prateadas combinadas com uma t-shirt branca. Evite misturar dourado e prateado e, ao usar qualquer uma dessas cores, invista em acessórios mais delicados.

Revista X - Moda

Inspire-se com as tendências deste outono-inverno e vista-se de você mesma.

Curta e compartilhe a Revista X!
0