Atividade Física e Nutrição 201

Confira as dicas sobre o assunto com a nutricionista Danielle: Atividade Física e Nutrição – trabalho em conjunto para uma melhor qualidade de vida.

DANIELLE CRUZ

Danielle Cruz

Formada em Educação Física pela Universidade Salgado de Oliveira em 2005 e em Nutrição com especialidade em Nutrição Esportiva e Estética pela Plínio Leite em 2013. Danielle da Silva Cruz, 35 anos, é natural de Niterói e atende na academia Mega Sport Center, localizada no Ingá, na cidade de Niterói.

Danielle conta sobre os desafios da vida profissional, a maternidade e como é o trabalho de Personal e Nutricionista no mesmo ambiente de trabalho, em um agradável bate papo com a equipe da Revista X. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

 

R.X – Quando você descobriu que a nutrição era a profissão certa para você?

Danielle – A nutrição sempre foi uma paixão. Eu sempre tive interesse em saber como era a interação dos alimentos no organismo e os benefícios que eles podiam promover. Na adolescência, eu vivia inventando dieta, todas sem fundamentos, é claro! Entretanto, o interesse sempre existiu e depois eu percebi que para ter um corpo bonito e saudável, seria extremamente necessário ter uma alimentação equilibrada e direcionada. Isso ficou muito claro no meu trabalho como Personal Trainner, no qual eu tive alguns alunos que eram dedicados ao treino, faziam atividade com um bom volume,mas não conseguiam obter o resultado esperado porque não tinham uma alimentação correta.

R.X – Há mais alguma área da nutrição em que você pretende especializar-se?

Danielle – Sim. Atualmente estou fazendo especialização em Nutrição Ortomolecular e Fitoterapia.

R.X – Quando você decidiu seguir essa carreira como foi o comportamento de sua família? Houve alguma restrição mediante sua escolha?

Danielle – A área da saúde e estética sempre chamou a minha atenção. No inicio, eu tive dúvida entre Educação Física e Nutrição. Então, optei inicialmente pela educação física, mas com o tempo eu percebi que para obter um bom resultado seria necessário ter também o auxílio da nutrição, porque nem sempre as pessoas estão dispostas a procurar um profissional de nutrição fora da academia. Poder colocar esse trabalho dentro de uma academia foi muito interessante e produtivo. Com relação à família, meu marido sempre me incentivou e me apoiou nas minhas escolhas profissionais.

 

R.X – Como foi a sua vida, desde a infância, até se tornar a brilhante profissional que é hoje?

Danielle – Eu acredito que essa garra que eu tenho em trabalhar, em buscar novos desafios  foi herdada da minha mãe. Ela sempre trabalhou muito e nunca teve medo de arriscar; ela é um grande exemplo pra mim. Meus pais sempre me incentivaram em tudo, desde a escola, aos cursos que eu quis fazer. Isso foi muito importante para o meu crescimento profissional.

R.X – Falando em família. Conte-nos um pouco sobre o Théo. Como é a relação de mãe e filho entre vocês?

Danielle – O Théo é uma criança maravilhosa, dócil e tranquila. Ele foi super planejado e esperado. Temos uma relação maravilhosa, estamos sempre brincando. Ele é uma criança muito carinhosa, um verdadeiro presente de Deus.

R.X – Como concilia a profissão com a vida materna? Há algum método especial que você segue que poderia indicar para as nossas leitoras que também trabalham fora e são donas de casa?

Danielle – Antes do Théo eu trabalhava em média 12 horas por dia, quando eu engravidei decidi diminuir o meu ritmo de trabalho para que eu pudesse dar atenção ao meu filho, e assim eu fiz. Método especial eu não sei se existe, mas eu diria para aproveitar o tempo que tiver da melhor maneira. Muitas vezes eu chego a casa cansada, querendo tomar um banho e jantar e o Théo pede para eu sentar no chão e brincar com carrinho ou pique-esconde. Eu sento e brinco e me sinto feliz e plena com isso.

R.X – Quem segue seu Instagram consegue acompanhar suas publicações sobre alimentação saudável. Como é esse trabalho realizado por meio de dicas nas redes sociais?

Danielle – Eu procuro dar dicas sobre alimentação e mostrar um pouco da minha rotina alimentar e de atividade física. O objetivo é fazer com que as pessoas se tornem mais próximas do meu dia a dia e assim percebam que todos têm uma rotina parecida como trabalho, filhos, estudo… E ainda assim precisamos ter tempo para cuidar da nossa alimentação, pois desta forma estaremos cuidando também da nossa saúde.

 

R.X – Esse método facilita na procura por seus serviços?

Danielle – Sim. Acredito que o interesse acaba vindo da identificação. As pessoas conseguem prever um pouco o que irão encontrar.

R.X – Quais fatores são levados em conta ao elaborar uma dieta para alguém?

Danielle – Os planejamentos que eu prescrevo são sempre voltados para a rotina de cada um, hábitos e estilo de vida. Eu não trabalho com dieta pronta, monto o planejamento respeitando sempre os hábitos e aversões do paciente. No primeiro contato, eu busco o ajuste das refeições, busco fazer com que os pacientes entendam como organizar as suas refeições, a importância de seguir os grupos alimentares e a partir daí desenvolvo o cardápio. Em todas as minhas consultas, eu deixo uma revisão de no máximo 30 dias marcada. Essa revisão tem como objetivo sanar as dúvidas que o planejamento alimentar acaba causando e incitar uma avaliação do próprio paciente com o que ele está seguindo. Os cardápios que prescrevo buscam sempre o natural, o alimento puro e simples; fujo ao máximo dos produtos industrializados e tento implementar esse método na rotina de todos que atendo. Sempre troco receitas e meios de tornar um prato mais atrativo também.

R.X – Há um momento certo para procurar um nutricionista ou ele pode ocorrer em qualquer etapa da vida de uma pessoa?

Danielle – Eu acredito que deveria ser obrigatória a visita de uma mãe com o seu bebê no momento da introdução alimentar, ou seja, a partir do sexto mês de vida. Eu sei que o pediatra faz muito bem esse papel com suas orientações; mas depois de um tempo, isso fica um pouco solto, já que existem outras questões a serem avaliadas pelo médico. Com o nutricionista, o assunto seria exclusivo. A iniciação dos alimentos mexe com o paladar. Vejo muitas mães oferecendo balas, doces, biscoitos para crianças com menos de um ano de idade. Sinceramente, eu acho isso um absurdo!  Teríamos muito mais adultos saudáveis e uma menor incidência de doenças coronarianas se essas pessoas tivessem tido, no passado, alimentação rica em frutas e hortaliças e pobre em alimentos refinados e industrializados. Então, eu acredito que essa busca deveria acontecer o mais cedo possível.

R.X – Na academia você dá aulas e também atende em consultas como nutricionista. Há muita diferença de uma área para outra?

Danielle – São atividades distintas com objetivo em comum, ambas proporcionam saúde, beleza e bem-estar físico e emocional. Um pacote completo para uma vida longa com qualidade.

R.X – As aulas de atividades físicas agindo juntamente com a alimentação saudável agregam quais benefícios para a vida humana?

Danielle – Eu diria que todos os benefícios. O trabalho individual age de acordo com o objetivo do aluno, redução de gordura corporal, aumento de massa muscular, melhora do condicionamento cardiorrespiratório. Para que todos esses objetivos sejam cumpridos é necessário uma alimentação equilibrada e direcionada, é o que eu busco fazer hoje. Os meus clientes que não fazem acompanhamento nutricional são assistidos por mim, eu elaboro o planejamento alimentar e faço avaliação física com frequência para saber se o objetivo está sendo atingido.

R.X – Para quem tiver interesse em se consultar ou realizar uma aula particular, quais são os horários de funcionamento e a localização da academia?

Danielle – Eu atendo e dou aula na academia Mega Sport Center, localizada na Rua Dr. Paulo Alves 42, no bairro Ingá em Niterói. O atendimento nutricional é realizado terça, quinta e sexta à tarde, das 14hs às 19h e sábado das 9hs às 12hs. Já o atendimento como Personal Trainner acontece todos os dias pela manhã; segundas e quartas à tarde também.

 

R.X – Danielle, a Revista X agradece a sua participação e para finalizar a entrevista, gostaríamos de saber qual é o seu x da questão?

Danielle – O meu x da questão é o trabalho. Conseguir conciliar  duas profissões de que eu gosto e que não pretendo abrir mão. No início, eu pensava em abrir mão da educação física e hoje eu vi que eu consigo fazer as duas coisas. Mas o meu grande x da questão mesmo é tentar ser professora, ser nutricionista, ser mãe, ser mulher, ser todas essas em uma só, tentar fazer tudo bem feito porque eu ajo de forma plena no meu trabalho e na minha vida pessoal.

DANIELLE CRUZ

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Jornalista (23). Fã de esportes, apaixonada por futebol e leitora assídua. Contato: thamirys.jornalista@gmail.com

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Assistência à saúde no aconchego do lar 219

“Home Care” proporciona  cuidado mais próximo da família e reduz os riscos de contaminação e infecção

Revista X - Home Care
Por: Débora Souza

O aumento da expectativa de vida da população e a carência de leitos hospitalares são fatores que explicam o crescimento do serviço de Atenção Domiciliar – ou Home Care. No Brasil, é uma modalidade assistencial de caráter substitutivo, Internação Domiciliar em que o paciente recebe cuidados semelhantes ao que receberia em uma internação hospitalar, ou complementar, Assistência Domiciliar em que o paciente recebe cuidados semelhantes ao que receberia em um ambulatório.

Some a esses fatores a necessidade de alta para pacientes de longa permanência hospitalar (crônicos) com o objetivo de redução dos episódios de infecção e o desejo desses pacientes e de seus familiares de permanecerem por mais tempo integrados na convivência familiar e ficará fácil entender porque o setor fatura atualmente cerca de R$ 3 bilhões ao ano e gera mais de 200 mil postos de trabalho.

De acordo com o último censo realizado pelo Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (NEAD), em 2014, mais de um milhão de pessoas já recebiam assistência de saúde em casa. A  aposta na Atenção Domiciliar ganha cada vez mais força, na medida em que os estudos apontam que o bem-estar, carinho e atenção familiar, aliados à adequada assistência de saúde, são elementos importantes para a recuperação de doenças.

Revista X - Home Care

Confira a entrevista da Revista X com a enfermeira e empresária Débora Souza, que há vinte anos trabalha no ramo do Home Care e há dez oferece o serviço de Atenção Domiciliar à população de Niterói-RJ, com o apoio de uma equipe multidisciplinar.

  • Para quem é recomendado o serviço de Atenção Domiciliar?

Débora: O Home Care é recomendado para pacientes que já não precisam da atenção crítica do leito hospitalar, e sim, de uma rotina de cuidados e monitoramento para recuperação de seu quadro estável.

  • Quais os benefícios para o paciente que se recupera em casa?

Débora: O cuidado em casa, próximo à família e a elementos que constituem a identidade do paciente, faz com que o mesmo se restabeleça mais rapidamente. Além disso, quando atendidos em casa,os pacientes apresentam menos riscos de contaminação e infecção. É um atendimento mais humanizado, no qual se resgata aoportunidade de o paciente ser tratado de maneira holística e não apenas do ponto de vista da doença.

  • Hoje a Atenção Domiciliar, ou Home Care, não faz parte do rol de procedimentos cobertos pelos planos de saúde privados e apenas 4% dos pacientes assistidos em casa é oriundo do serviço público. Por que vale a pena o investimento financeiro nesse tipo de serviço?

Débora: Não é uma assistência barata, mas com o Home Care a família tem a oportunidade de ver de perto o tratamento que está sendo dado ao seu ente querido. O atendimento pode ser mais rapidamente adaptado às necessidades do paciente, já que se trata de uma assistência personalizada, individualizada. Só de saber que o seu familiar receberá a melhor assistência, no conforto de casa, perto de você e da sua supervisão… isso não tem preço. E a resposta ao tratamento  é diferente, costuma ser muito mais rápida e positiva.

  • Qual o papel do enfermeiro em uma equipe de Home Care?

Débora: O enfermeiro vai ser sempre o principal elo de ligação entre os profissionais da equipe de Atenção Domiciliar. Ele é responsável pela gestão das informações do paciente e da família, e é através do enfermeiro que as orientações são repassadas para os familiares e cuidadores. Além dos seus cuidados técnicos e da supervisão da equipe de enfermagem, ele tem o papel de capacitar o cuidador, fazer gestão dos materiais, medicamentos e equipamentos dentro do domicílio. O enfermeiro é o profissional que vai nortear todos os atendimentos e condutas.

  • E o do técnico de enfermagem?

Débora:O técnico é o profissional que atua na implantação do Plano de Atendimento montado pelo enfermeiro e que estará ao lado do paciente na realização dos cuidados, possibilitando que esse plano seja revisto e reajustado prontamente. É uma peça essencial, mas que de forma alguma dispensa a supervisão de um enfermeiro.

Revista X - Home Care

Revista X - Home Care Débora
Débora Souza
Enfermeira e empresária
E-mail: deborasouzaenf@gmail.com
Facebook: Debora Souza Home Care
21 999889-2128

Possui Graduação em Enfermagem pela Universidade Plínio Leite e atua no ramo do Home Care desde 1998. Foi chefe do Centro Cirúrgico do Hospital e da casa de idosos. Atualmente, oferece o serviço de Atenção Domiciliar à população de Niterói-RJ, com o apoio de uma equipe multidisciplinar.

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